14.12.06

Soneto da Intransponibilidade

É o primeiro soneto que consigo fazer nos moldes clássicos.
Totalmente decassílabo, 14 versos em 2 estrofes de 4 e 2 estrofes de 3.
A foto é minha, e retrata a lua divinopolitana, vista da Praça do Satuário.


Soneto da Intransponibilidade


É como chegar num ponto e não passar
Por mais que a gente tenta, não consegue
Se o quanto mais se quer continuar
Aumenta esse pesar que me persegue.

Se tento reverter essa lamúria
Se eu teimo em me fazer por merecer
Esbarro na paixão que é tão espúria
Trucidante a cada novo alvorecer.

E eu que nunca fui flor - sou só galho
Não me ouvistes reclamar em estar só
Porque quão mais profundo for o talho

- Não se espante, eu comigo sou assim
- e sangre. Não te precisas sentir dó
Meu espírito seguirá até o fim!

1 Comments:

Blogger Arley Bequadro said...

Excelente sua estréia, bravo!

Amplexos

10:33 PM  

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